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11 de março de 2009

22 de janeiro de 2009

"Também te amo."

Em essência, a tecnologia existe para tornar mais fácil a vida dos homens. Não só dos homens, como das mulheres e até de alguns cachorros, em alguns casos.

O meu primo (na verdade, filho do primeiro casamento da esposa do meu primo - mas vamos chamá-lo de "meu primo" que é muito mais fácil) disse que meu celular permite bloquear alguns conteúdos para que só algumas pessoas possam ver. Fotos, mensagens, essas coisas. Não sou exatamente um perito nas capacidades extracurriculares do meu celular. Sei que ele faz e recebe ligações, recebe e envia mensagens de texto, tira fotos, toca música etc. e já tá de bom tamanho. Estava voltando hoje de uma sessão bastante inusitada de fotos quando resolvi fuçá-lo, meu celular. E, muito por acaso, entrei na parte de modelos de mensagens SMS. Aquelas que a gente usa quando não tem tempo ou é muito preguiço para pensar e escrever uma mensagem completa.

"Desculpe meu atraso, estarei aí às...."
"Estou em reunião, ligue às.."
"Também te amo."

Peraí. "Também te amo"? Isso é o cúmulo da ociosidade e do anti-romantismo! Ou antirromantismo, ainda não me acostumei às novas regras de ortografia. Qualquer pessoa que tem a coragem de mandar uma mensagem dessas não só abusa dos benefícios da tecnologia, mas deve ter um caroço de abacate no lugar do coração. Puta sacanagem! É, também te amo. Fique com o troco. Dois, um sem gelo e o outro pra viagem. A gente se fala.

E nem vou falar sobre a pessoa que resolveu colocar essa mensagem lá. Essa, se teve um bicho de estimação, era um tamagochi. Que morreu de desgosto.

Tremenda frase feita, mecânica. Outra coisa em que não sou perito é em romantismo. Mas até eu sei que isso não se caracteriza como.

20 de maio de 2008

Da arte de não ser social

A maioria das pessoas age de maneira a melhor interagir em sociedade. É o princípio da convivência saudável e, convenhamos, muitas vezes hipócrita. Descobri que tenho preguiça de ser social. Não sociável, isso eu sou. Interajo muito bem em (quase) qualquer ambiente.


Mas tenho uma preguiça gigantesca de ser social. De fazer de conta, de fingir o que não é. E achei interessante porque quem disse isso havia acabado de me conhecer. Que sou intenso, profundo etc. e tal. Mas não vim aqui encher minha bola de forma alguma. Só achei interessante esse conceito e percebi que me aproximo de muitas pessoas assim.