12 de junho de 2009

Dias de trovão

Aos poucos, vou retomando meu exercício de escrever, que tá muito mais pra "ofício". Sempre preguei que a gente precisa gostar bastante do que faz e felizmente achei isso na escrita. São muitas as coisas que nos proporcionam prazer (profissionalmente falando, oks? se bem que...deixa pra lá), mas conheço poucas pessoas que estão realmente satisfeitas com seus atuais empregos. Aliás, a maioria dos que estão felizes com o que fazem hoje está em uma área diferente do curso da faculdade.

Não resolvi começar outro curso pra abandonar a Publicidade (e menos ainda para me entender, se alguém ainda pensa isso da faculdade de Psicologia). Não foram poucas as vezes em que critiquei e questionei a validade do que fazia (no passado, porque não tou empregado agora), mas procurei me ater à ideia de que eu devia ser o melhor no que fazia, mesmo que o que eu fizesse não fosse muito bonito. Em outras palavras, eu estaria cavando minha inevitável passagem pro inferno com esse pensamento. Era um trabalho sujo mas, ei, alguém tinha de fazê-lo. E algum outro clichê e/ou frase de efeito em que vocês conseguirem pensar.

Psicologia me dá prazer? A parte clínica dela, sim. Aquela em que uma pessoa para na sua frente, conta o que a está incomodando e você procura nos seus conhecimentos uma forma de aliviar o sofrimento dela*. Recentemente fui surpreendido (duas vezes) por uma pessoa que me alertou pro fato de que nem tudo serão felicidades e facilidades e muitas vezes vou ter de lidar com a frustração nesse trabalho. Por vários fatores. Seja por não ser capaz de ajudar a pessoa, porque ela não vai querer ser ajudada ou se ajudar e mais um monte de motivos que não consigo imaginar agora. E eu vi que estava só pensando na parte gostosa da profissão. Foi bom pra ficar atento pra isso desde já. Já cometi esse erro uma vez.

Por ora, continuo (entra música de ação) A Busca ao Emprego da Salvação! Enquanto não alcanço esse Nirvana empregatício, me embrenho por uns caminhos mais turvos e tortos. Vulgo "fazer freelas".

Nesse momento, eu entregaria meu cartão.

*Claro que esta é uma visão bem romântica e simplificada do que eu espero estar fazendo daqui a quatro anos e meio. Porque, sim, vou querer trabalhar nessa área, claro! Pelo menos por um tempo, pra sentir como é, ver quais são as vantagens, alegrias e tristezas. Daí decido se vou mesclá-la com o que já faço hoje ou não. Embora isso não seja exatamente uma opção. Conhecimento só se soma e se transforma, nunca se exclui.

11 comentários:

Sakana-san disse...

Por favor, se vc decidir trabalhar em RH de empresas e me encontrar na fila dos entrevistados, pega leva comigo, tá? Nada de tentar me aplicar testes para saber se estou disposta a qq coisa por uma carteira assinada. Eu não imito animais, não subo em cima da mesa e nem topo me roçar em outro candidato naquelas dinâmicas de grupo ridículas...

Lannes disse...

soh agora me liguei no nome do seu blog, e eu te odeio por isso. Pq na primeira vez q clikei pra abrir seu blog, eu fechei a janela duas vezes por ler soh a aba e nao clicar nela pra ver a pagina. TE ODEIO.

Cris* disse...

eu quero um selo 'contem ironia' tb!!! haha :)

Glacy Daiane disse...

Que bom que está fazendo psicologia, é um curso maravilhoso! Mas de qualquer forma você não deve ter uma visão romântica de nem um curso. Estude muito, faça contatos, participe de pesquisas, pois tudo isso vai contar. Quanto a Clínica, voc~e vai ter que encarar no mínimo mais dois anos de especialização, mais é muito bom entender cada vez mais o ser humano.
Ah...você escreve bem, parabéns!!!

Visite meu site www.iapse.com.br

Glacy Daiane
Psicóloga

Daniel disse...

Ah meu deus! Mais um blog!

Lu Lima disse...

Estou rindo da faixas em sua lastfm.

como a psicologia explica isso ???
Bj e a partir de agora, estarei sempre aqui.

drosofila disse...

Você trancou publicidade e foi para Psicologia única e exclusivamente para me imitar. Tipo "mulher solteira procura", sabe?

Bom ver que você também não deixou de escrever.

=***

Kathy disse...

pelo menos eu não sou a única a cair na piadinha!
ninguém sabia do teu blog né, seu bobão?
que legal, curti, estou nostálgica, ahahahaha

beijos NABUCO

Samanta disse...

O comentário não era bem sobre este post, mas não tenho muita "fluência" em blogs.
"Referências obscuras"? Depende do público.
Livros de Cabeceira: ´tava indo tão bem (Cem anos de solidão, 1984, A menina que roubava livros, Ensaio sobre a cegueira), mas o que A última grande lição está fazendo ali? Não, por favor! Nota: Não é preconceito vazio, eu li esse livro, posso falar do alto da minha perda de tempo com ele.

Andrea (luaazul_) disse...

Que alivio alguem que sabe que fazer Psicologia não tem nada a ver com se entender. eu sempro gostei de um prof que dizia: "quer se entender? faça analie, leva menos tempo e sai mais barato que a faculdade" hahahahah

/eu amo trabalhar com Psicologia e é uma área que tem muitas possibilidades, só precisa se atualizar ;)

Agora, o que vc falou das frustrações, ocorre mesmo. Mas com o tempo percebemos que faz parte eo trabalho clínico é uma via de mão dupla, depende de ambos os lados.
Quem sabe em breve não conversamos pessoalmente sobre isso?:P
bjosss

Andrea (luaazul_) disse...

ahAHhahAHhah eu fiz o que a Lane fez, fechei tb a janela hahaha